Quando penso em cultura e evangelho, lembro-me da minha mãe me repreendendo e me proibindo de assistir animes, pois dizia ela que era tudo inspiração do Maligno. Também lembro da mesma chamando a família para assistir a filmes de terror, envolvendo assombrações e coisas do tipos. Quando a igreja se coloca a lidar com a cultura, costuma agir de uma maneira deliberadamente imatura, não se importando com o que consome ou se negando a interagir com tudo.
essa visão tem como consequência que vão desde jovens consumindo violência e conteúdo impróprio até uma comunidade isolada. Paulo vai falar à igreja de Corinto, em 1 Coríntios 6:13: “Os manjares são para o ventre, e o ventre, para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.” O escritor dessa carta destaca que não podemos usar da nossa liberdade para praticar atos que a nossa fé condena. Em nosso tempo, não é adequado usar a lente da Bíblia quando formos escolher os filmes, jogos e músicas com os quais nos entretemos? Ou os jogo onde roubamos, a música que fala de prostituição são coisas normais do nosso tempo?
Andy Crouch irá pontuar que “A cultura pop não é apenas um campo de batalha, mas também uma oportunidade para a igreja revelar a beleza e a verdade do evangelho.” Não podemos esquecer dos cuidados que devemos ter em relação ao que consumimos, porém, tratar a arte e a cultura como tabu nos impossibilita de explorarmos um campo de evangelismo e aprendizado para nossa comunidade. C.S. Lewis dirá “A cultura é o solo onde o evangelho deve crescer; ignorá-la é negligenciar uma parte vital da missão da igreja.”
A igreja deve ser capaz de se comunicar e expressar a vontade de Deus de múltiplas formas, assim como praticar autoanálise para não cair em engano, assim ensinando e evangelizando mais pessoas. Mark Driscoll diz: “A igreja deve ser capaz de traduzir o evangelho para a cultura pop, reconhecendo que a verdade de Deus pode se comunicar em qualquer contexto.” Assim concluo, com o pensamento de que a fé não pode ser uma desculpa para avaliarmos e nos isolarmos de tudo, nem uma carta branca para traímos nossos ideais e brincarmos com a moral cristã.

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