Justiça da ração

Desde os tempos dos apóstolos e dos patriarcas, temos registros de brigas e discussões entre irmãos a despeito uns dos outros, sobre quem portava a verdade ou sobre qual deles possuía o maior genialidade a respeito de Deus. É preciso,entretanto, entendermos que se era e é necessário fazer uma análise cuidadosa dos termos e materiais difundidos dentro das igrejas à luz da Bíblia. Mas isso  não se traduz em pregar o exclusivismo da razão baseado em interpretações e silogismos acadêmicos e menospreza qualquer outra.

Utilizando-me de uma frase de Miroslav Volf: “O desafio da igreja contemporânea é evitar a arrogância que diz: ‘Estamos certos e vocês estão errados’, e, em vez disso, buscar um diálogo humilde que aprecia as vozes da diversidade.” Dito isso, insisto que nos conscientizemos desse mal ao olharmos para o estado da igreja. Não só em seus diálogos acadêmicos, onde encontramos incríveis teólogos atacando e diminuindo a fé do outro por capricho, mas também nas diferenças que temos dentro de nossos próprios templos, em “justiça dá razão”. Isso se reflete em comentários que ferem o corpo que deveríamos estar cuidando, como: “Calvinistas são todos tão arrogantes! Eles realmente acham que têm todas as respostas.” Outro exemplo é: “Calvinismo é um insulto à gramática da fé. Que tipo de cristão acredita que a salvação é só para um grupo escolhido?”

Esse mesmo padrão se repete em muitos outros pontos da fé. Em resposta a isso, cito 1 Samuel 2:3 (Nova Almeida Atualizada): “Não multipliquem palavras de orgulho; que não saiam palavras arrogantes da boca de vocês. Porque o SENHOR é o Deus da sabedoria e ele pesa na sua balança todos os feitos das pessoas.”  muitos se fala  sobre o conhece a palavra, porém quem  nos somos quando temos tal conhecimento?

A forma como interagimos entre nós é um assunto presente nas Escrituras, assim como a forma como lidamos com o conhecimento, a liberdade e o corpo que Deus nos deu. O cenário que notamos é de um corpo dividido em seus próprios egos. John Stott irá advertir: “A arrogância teológica não pode coexistir com o amor genuíno. O verdadeiro entendimento de Deus nos leva à humildade, não à presunção.” Dito isso, deixemos tais coisas de lado e nos esforcemos em praticar um evangelho genuíno e humilde.

“Porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens? Porque, dizendo um: ‘Eu sou de Paulo’; e outro: ‘Eu de Apolo’; não sois apenas homens? Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um? Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1 Coríntios 3:3-7)



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sou natanael

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Sou escritor e apaixonado por transformar ideias e sentimentos em palavras. Neste espaço, compartilho textos que exploram emoções, conflitos e histórias do cotidiano de forma simples e intensa. Aqui, a escrita é um convite para sentir, refletir e se conectar.

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