Deus homicida


Ao lidar com a vida em fé, uma vida em Cristo e em comunidade, conforme se propõe nas Escrituras, precisamos enfrentar inúmeras perguntas, dúvidas e problemas que rondam e influenciam a forma como nos relacionamos com os outros e com Deus. Um desses problemas é a questão do mal: como lidar com a existência de um Deus bom  em um mundo onde há mal, e onde os servos desse mesmo Deus estão sujeitos aos mesmos males? Como dito em Eclesiastes, capítulo 9, versículo 2: “Tudo sucede a uns, como a todos os outros; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio; ao bom e ao puro, como ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; tanto ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.”

Precisamos trazer a memória das pessoas que a bondade de Deus e real, que Deus é amigo, pai, que Deus é aquele que cuida de nós e nós leva a um caminho de santidade, mas será que é válido fazer isso, omitindo, ou encobrindo o Deus bíblico, para que não acha um choque ao lidar com a bondade do mundo? Dito isso, não é a função deste texto lidar com o problema do mal em si, mas sim com as questões de má interpretação que cercam nossas conversas sobre a natureza de Deus. Muitas vezes ouvimos frases e insinuações que caracterizam Deus como um homicida ou contrastam com a imagem do Deus do amor, e damos como resposta , “deus e bom isso foi so no velho testamento”, ou “deus não fez isso foi o diabo” Começo este texto com a frase de John Stott: “O problema do mal não é um obstáculo para a fé, mas uma chamada à confiança em um Deus que, embora permita o sofrimento, está trabalhando para redimir a criação.”

Um dos argumentos mais comunsa ideia de um Deus homicida é alegar que o Deus do amor e a dor, o castigo e a justiça são coisas divergentes. No entanto, como lidamos com Levítico 26:31  “E porei as vossas cidades por deserto, e assolarei os vossos santuários, e não cheirarei o vosso cheiro suave.” Ezequiel 35:4 que nos diz “As tuas cidades porei em solidão, e tu te tornarás em assolação; e saberás que eu sou o SENHOR.”

O fato é que não podemos falar do Deus do Novo Testamento sem considerar o Deus de justiça do Antigo Testamento. É vital entender que, embora Deus seja justo e possa permitir ou mesmo trazer juízo, isso não diminui Sua essência amorosa. Como Charles Spurgeon disse: “Deus pode ferir, mas Ele também cura. Em Sua sabedoria infinita, Ele pode usar a dor para nos moldar e trazer-nos mais perto de Sua imagem.”


   “A justiça de Deus é um dos atributos mais gloriosos do caráter de Deus. Sua justiça é a forma pela qual Ele ordena todas as coisas e garante que a verdade e a bondade prevaleçam.” A.W. Tozer,
O Deus justo nao pode apenas exitir apenas quando nos é conveniente cita seus juízo mas a justiça de Deus precisa ser nossa busca, lidar com essas questões nos abrigar a lidar com esse “mal”, porém não podemos negar a soberania de Deus em prol de uma imagem rasa.

Deixe um comentário

sou natanael

img_20260121_224130_8821161519357639132856

Sou escritor e apaixonado por transformar ideias e sentimentos em palavras. Neste espaço, compartilho textos que exploram emoções, conflitos e histórias do cotidiano de forma simples e intensa. Aqui, a escrita é um convite para sentir, refletir e se conectar.

Let’s connect